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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Nomes americanos? Nomes estranhos! - SQN ou SQS?

Será que só aqui nos EUA que a gente encontra pessoas com nomes de coisas? Estou falando de substantivos concretos e abstratos que passam a ser próprios. Ainda não está entendendo do que estou falando? Pode deixar que eu explico!
Vamos começar com os nomes brasileiros. O meu é Suelen, e o seu? Fernanda, Raquel (ou Rachel), Carlos, Marcelo? Não interessa qual seja, na grande maioria os nomes no nosso país costumam ser nomes, de pessoas, entende? Apesar de que eu acho que li em algum lugar sobre um casal que se conheceu na internet e decidiu batizar o filho de Facebook! Não sei qual era o sobrenome, mas já tenho dá da criança só de pensar no bullying que vai sofrer na escola. Afinal, Facebook é nome de um site, não de uma pessoa e acho que os brasileiros não estamos preparados para isso, rs!
Pelo menos eu acho que é assim que a maioria de nós pensa. Já aqui, é outra história. Apesar de conhecermos os nomes de sempre, como: Sarah, Paul, Clair, Michael, etc, existe um grande número de nomes aqui que pra mim é bem fora do normal. Se você não consegue pensar em nenhum, deixe-me ajuda-lo. Você já viu o nome Rain (Chuva) em algum filme? Ou que tal April (Abril)? Talvez já tenho visto o nome London (Londres)?
Já está se perguntando o mesmo que eu me perguntei quando prestei atenção no que eu estava ouvindo? Por que será que eles fazem isso? Imagina se você conhecesse alguém chamado Londres. Seria no mínimo estranho. E a vontade de rir então?! Não que Londres seja uma palavra engraçada, pelo contrário, já me vem à cabeça toda aquela seriedade britânica, mas que é estranho uma pessoa receber nome de “algo”, isso é! Mas, mil perdões se por acaso você resolveu batizar sua filha de Chuva!
Além de serem dados nomes que não de pessoas, muitos deles aqui também são unissex! Ou seja, serve tanto para homem, quanto para mulher. Se você não acredita em mim, tente dar uma passadinha no Google e “perguntar pra ele” sobre Chandler, Peyton, Charlie, Alex, Drew, Jesse, Sam, etc... Pois é, confuso né?! Imagina na infância, coitada dessas crianças! :p
Talvez eu esteja exagerando, tenho certeza de que em algum quanto do Brasil deve existir alguém chamado Agosto, da mesma forma que o mês sim! Aqui tem August. Já vi mais de um pessoalmente, fora os que ouvi na TV. Sei que no Brasil tem Agostinho, ou Augusto. Será que vem do mesmo August dos EUA?
E você? Sabe de nomes estranhos? Diferentes? Só quero deixar claro que eu não tenho a intenção de ofender ninguém, afinal nome por mais comum ou incomum que seja, serve para nos identificar e mostrar ao mundo que cada um é único. Minhas host kids tem substantivos abstratos como nomes. Caso vocês não saibam tenho duas meninas chamadas Faith (Fé) e Trinity (Trindade). As duas receberam nomes que podem ser encontrados na bíblia. E acho que nunca ouvi falar de alguém com o de Fé, muito menos de Trindade. Mas só sei que as duas palavras soam muito bem como nomes delas.
Não esqueça de me contar se souber algum nome interessante. Essa coisa de nome aqui nos EUA pegou mesmo pra mim ;)
Xoxo
Sue

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Qual é a sua graça?

“Hello, my name is Suelen. Nice to meet you!

Suelen!

Su-eh-len!
Suuuu – eehhhh – len! No, LEN!
Yes, that’s it! “
Eh tudo isso que eu digo quando me apresento a alguém aqui nos Estados Unidos! Digo tudo isso e no final estou pensando “você não passou nem perto do correto, mas fazer o que?”.
Eu não sei vocês, mas eu sempre gostei do meu nome no Brasil! E acho que agora deve estar comum porque minha mãe me disse que tinha uma Suelen em alguma novela da Globo. Não sei se o dela eh soletrado da mesma forma que o meu, mas a pronuncia eh a mesma. E quando eu era criança, raramente encontrava alguém com o mesmo nome que eu. Algumas pessoas que nunca tinham ouvido o meu nome, podiam até dizer “Sueli?”, mas eu sempre corrigia e geralmente a duvida acabava logo em seguida. No máximo, não sabiam escrever o meu nome. Mas pronuncia-lo nunca foi um problema!
Até que eu resolvi ser au pair! Começou com a minha host mom no Skype. Ela falou algo do tipo “Hi Su – ellll, how do you say your name?” Hahaha... Dou risada agora, porque na época eu não fazia ideia. Pois eu me lembro de quando eu tinha uns 13, 14 anos e tinha começado meu curso de inglês. Algumas vezes encontrava o nome “Sue” perdido em algum dialogo ou texto e eu sabia que a pronuncia era “Su”, como as 3 primeiras letras do meu nome são S, U e E, botei na minha cabeça que meu nome deveria ser americano e que o “Sue” que eu via nos livros, era abreviação de Suelen! Nunca me dei ao trabalho de perguntar a algum professor, ou de fazer uma pesquisa mais precisa no Google. As poucas vezes em que eu pesquisei, só encontrei que Suelen era variação de Sueli, e não gostei de ter um nome variado! Rs... E acho que nem fiz questão de saber aquelas coisas de significado do nome, etc.
Quando eu perguntei pra minha mãe de onde foi que ela tirou meu nome, ela disse que uma tia que ela gostava muito, tinha sugerido e que ela gostou. Diz ela que acha que a tia viu o nome em algum filme. Ou seja, nada eh certo. Não se sabe o nome do filme, se foi mesmo em um filme, quem era a atriz, se o filme era brasileiro, se meu nome foi registrado da forma correta... E eu sempre achando que Suelen deveria ser comum nos EUA! Mesmo que eu nunca tivesse ouvido esse nome em filme, serie, seriado, minissérie, documentário, propaganda, musica, ou qualquer outro tipo de mídia disponível. Dentro de mim existia uma esperança de que nesse pais, meu nome não era um nome estranho!
Ou seja, vocês devem imaginar a minha frustração quando tive que repetir meu nome tantas vezes para os primeiros norte-americanos com quem conversei! Ahhh, e não somente para os americanos, para os europeus, latinos, asiáticos. Tirando os brasileiros, ainda não conheci uma nacionalidade que saiba dizer o meu nome da forma que eu o conheço! Para piorar, existem lugares como a Starbucks que querem saber o seu nome para escrever nos copos de café deles! Meu, porque não usam um numero, uma sequencia de letras? Cores preferidas! Rs.. Qualquer coisa, mas algo que todos possam dizer e não fazer a pessoa passar por aquele momento super agradável em que todo mundo fica te olhando!
Bom, acho que depois de uns 3, 4 meses de EUA, decidi que meu nome seria Sue. Não quis saber se Sue era apelido/abreviação de Susan ou Susana, que foram os únicos nomes que eu descobri terem Sue como apelido, eu primeiro digo “Sue” e se a pessoa pergunta, digo o nome do jeito que ele eh, tentando fazer cara de gentil enquanto repito meu nome algumas varias vezes, até que a pessoa quase acerta e eu digo um “good job!” pra ela ficar feliz! Hahaha...
E vocês? Jah passaram por situações parecidas com seus nomes? Gostam mais dos seus nomes no Brasil ou em outros lugares do mundo?
xoxo
SU – EH – LEN

quarta-feira, 17 de abril de 2013

5 coisas que odeio em ser au pair


Vocês sabem que esse negocio de ser au pair eh bem louco. Tem horas que nos sentimos as pessoas mais realizadas do mundo por estar vivendo num dos países mais importantes na face da terra, e tem horas que a gente vive se perguntando por que raios resolveu morar de favor na casa dos outros!
Eh claro que “de favor” eh só maneira de dizer, afinal a gente trabalha e paga caro por isso.  Mas acho que para muitas famílias, esse eh o pensamento que se sobressai , o de que a au pair tem mais eh que agradecer o teto que tem sobre a cabeça... Eh cada uma viu?!
Hoje eu vou falar de coisas que odeio na vida de au pair.
1.       Morar na casa dos outros!
Eu juro que achei que isso sempre fosse uma das coisas que eu mais iria gostar em ser au pair. Afinal, que maneira mais fácil de vivenciar a cultura americana, se não morando com os americanos? Não vou dizer que não suporto, porque existem muitos lados positivos nisso, como não pagar aluguel, não gastar com comida, não se preocupar com as contas da casa... Fora o fato de ver mesmo como eh a cultura deles. Porem, ao mesmo tempo, estamos vivendo em uma casa que não eh e nunca será sua, e que você tem que “trata-la bem!”, lembrar-se de ser gentil com as portas e janelas porque qualquer esbarrão que você der, os donos da casa já vão te olhar meio assim como quem diz: “Cuidado com a minha casa!”
2.       Morar com os chefes!
Sabe aquele dia horrível em que tudo da errado no seu trabalho e você não vê a hora do dia terminar porque não aguenta mais ter que ficar sorrindo pro chefe e fingindo que esta tudo bem? Bom, o fingimento nunca acaba aqui! Além de a au pair morar na casa dos outros, os outros são os chefes dela e dependendo muito da relação que ela tiver com eles (se for uma relação magica, por exemplo), não terá problema em demonstrar quando esta de saco cheio e ficar bem em não ficar bem na frente deles. O que geralmente acontece eh uma au pair tentando sorrir e fingir ser feliz o tempo todo, independente dos dias ruins, dias de saudades, dias de TPM que a fazem sofrer de tempos em tempos... Sendo au pair, vc acaba de trabalhar e continua no trabalho!
3.       Morar onde não tem transporte publico!
Não que eu adore andar de ônibus pra cima e pra baixo, mas a questão eh que aqui principalmente se vc mora nos subúrbios dos EUA, só se vai a lugares se for de carro. E grande concentração das famílias que tem au pairs eh nos subúrbios. Diferentemente do Brasil, os subúrbios dos EUA são cheios de famílias de classe media alta e geralmente todos os moradores da casa que tem mais de 15, 16 anos, já tem um carro. Só que a au pair usa o carro da família e nem sempre a família se sente tranquila em dar o carro nas mãos de uma desconhecida que vem morar na casa deles. Aih, a au pair tem que ficar pedindo para usar o carro para poder ir aonde ela quiser. Às vezes a coitada precisa ir ao mercado comprar absorvente e tem que ficar dando explicação do que vai fazer só porque vai usar o carro da família. Se existisse transporte publico em tudo quanto eh lugar nesse pais desenvolvido, muita au pair poderia levar uma vida mais fácil e com bem menos cobranças.
4.       Trabalhar nos feriados
Pode ser feriado na cidade, no estado ou no pais, au pair trabalha se a família quiser que ela trabalhe! Por quê? Eu acho que pais que gostam de ser presentes se tem um dia livre, deveriam passar com os filhos! Jah não basta que au pair passa mais tempo com as crianças do que os pais, aih tem feriado e eles dormem até mais tarde e nos temos que levantar as 6 da manha pra dar café-da-manha pros anjinhos que já acordam com aquela energia! Isso me deixa muito irritada! Rs... Vir me contar esse tipo de estória eh pedir pra me ver xingar! Eu sei que existem bons pais que sabem que prover não eh a única coisa importante que eles devem fazer, também existe o participar e eh triste saber o quanto isto esta se tornando raro. Jah não basta os pais brigarem nos sábados e domingos para ver quem perde e fica com as crianças, nos raros feriados que existem aqui, fazem a au pair trabalhar e se esquecem dos filhos até às 5 horas da tarde!
5.       Receber por uma mão, perder por outra
Se você for parar na casa de uma família boa, legal e normal, eles vão te deixar usar o carro deles, a internet deles, vão colocar TV (e a cabo ainda) no seu quarto e vão te emprestar um telefone celular. Só que não! Lembre-se que nada eh seu. Geralmente o carro só pode ser dirigido até o metro mais próximo, às vezes você não pode dar carona pra ninguém, ou seja não da pra chamar azamiga pra sair se elas não tiverem como ir por conta própria! Tenho amigas que tem limite de quilometragem por mês, chegou ao limite na metade do mês, fica sem usar o carro até o próximo!
Aih você usa a internet deles e nunca se preocupa com o quanto pode ser até que eles reclamam dizendo que vc esta usando demais... Meu, até no Brasil da pra pagar um preço só por internet ilimitada, por que eh que vc vai regular o wi-fi aqui? E o celular? Tudo funciona bem até a sua host mom reclamar que vc esta mandando muita mensagem e o pelo fato do plano de vcs duas ser conjunto, vc tem que parar com as mensagens para que ela possa usar mais... Vc tem que parar ou comprar o próprio telefone. Além de que ela pode ver todos os números e horários de ligações e mensagens vindas do seu celular. Super legal!
Ahhh, a TV que eles prometeram antes do match, ainda não saiu do quarto de visitas e eles descobriram depois que vc chegou aqui que fica caro pra adicionar mais um ponto de TV a cabo!  Haha...
 
Okay gente, sei que dei uma exagerada no numero 5, vai ser difícil uma família que seja assim com tudo de mordomia que a au pair pode ter. Mas tudo que eu disse, são realidades e são coisas que odeio sim na vida de au pair. Eh claro que também existem as coisas que eu amo e a lista eh bem maior do que essa! Só que vou ter que deixar para um próximo post porque já esta ficando tarde e amanha meus anjinhos estão de pé bem cedo!
 
Ah, se vc já eh au pair, me conte o que vc odeia :)
Beijos
Su

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

When I came to America


Okay, so this is my first post in English and I know that if my mom or any other relative who doesn't understand English checks my blog, they will be mad. But, I know they love me, so that's fine! :p
Today I want to talk about how it was for me when I first came to America.
First of all I would like to tell you that I arrived in this country on a 4th. of July. My flight landed in NY around 10 pm, and yes, I saw fireworks. It was one of the happiest moments in my life. After all, I was coming to the United States, I would be getting to know a different culture and so many different people, I would be able to speak English the whole time, which I love, and also I would have the opportunity to travel and see this amazing country with my own eyes, not through pictures or TV or whatever... 
 Of course I have to say that landing at the lights and sounds of fireworks was unique. I mean, I didn’t hear anything because I was in the plane. But, it was like a dream come true. And it really was! It was funny because I remember I got mad at the immigration gate because the guy talked to me in Spanish. Seriously? I’m from Brazil! You can see that in my passport. I know we are the only one that speak Portuguese in South America, but still, you work at the immigration, you should at least have an idea, mainly because there are so many Brazilians arriving in this country to spend money, and most of them come through the same airport I did! Plus, if you don’t know what language I speak, talk to me in English, after all I’m here as an Au Pair, and I’m sure you saw that in my Visa, I should be able to understand you at least a little bit. Anyways, asking what language I speak instead of just assuming is not going to make me mad! :)
After that, I just remember how good I was feeling for being here. I even didn’t care that we waited for like an hour for the guy who would pick us up to arrive. I was just enjoying my first moments in America and it was really good. Looking around, hearing all those different sounds. So many people, so many languages… I felt like I was at a movie set or something like that.
Finally the guy came, we got in the car and I remember that the first thing I was looking for was the switchgear and I was grinning just because the car had an automatic transmission. And it was an old car, a van. I didn’t know it was even possible to have it in old cars! Automatic transmission was luxury to me. I had never been in one of those cars before, and it is amazing how common it is here (and how cheap too!). And it may seem so silly to you reading that now that an old van impressed me by being automatic, but it was just a sign that I really was in a developed country where ordinary people who wake up in the morning to go to work can afford to have good stuff. Not only pay bills.
When the other girls and I arrived at the lodging, a part of me kind of wanted to stay up and talk to everybody and just explore, but it was humanly impossible. I had been on two flights on that day, 5 hours each, from Brazil to Colombia, then from Colombia to the United States. I was exhausted and I needed a shower, and go to bed. And on that day it was also the first time I flew and I was just having so much going on… I needed to go to bed and think about everything that was happening in my life. In one day I had cried my eyes out for leaving my family, my friends and my country, I had had one of the most exciting and scaring feelings when the plane started taking off and when it was shaking because of the turbulence, which I still didn’t get used to, and I had felt the happiest person in the planet for having such a great journey starting in my life.
I really wish everybody achieve their goals. I can assure you it is one of the best feelings ever. And I not even want to live in this country. But I always wanted to see how it is, not only the United States, but anywhere, I always wanted to travel and learn all the new and different. Being an Au Pair is for sure a great experience if you do it right. But I really suggest a lot of traveling! Go wherever you want to go. See, talk, eat, learn. You will see how different and glad you will feel.
I think that’s enough for my first post in English. Sometimes I might post in Portuguese, it really depends on my mood, but I’ll try to do most of it in English, so people everywhere can get to read it without Internet translators’ terrible translations and get to know my views on everything I talk about here. Feel free to ask me whatever you would like to and to leave your comments :)
Take care everyone,
Sue